E foi no medo que tudo começou. O princípio dos tempos. O homem com medo da escuridão, com medo da luz, da sombra.
E foi no início dos tempos que o homem se recostou na mulher para conforto. E a primeira mulher que confortou o primeiro homem assustado com a sua própria sombra, e com a luz que espreitava para fora da gruta que os abrigava, percebeu, com toda a clarividência que acompanha a parte feminina do ser humano, que seria assim até ao fim dos tempos.
E foi a partir do medo que o homem decidiu subjugar a mulher. No medo daquele toque reconfortante, que afasta as trevas e traz a paz, no medo da sabedoria intuída que é a base dos melhores conselhos, no medo que a admirassem mais do que a ele, mais forte, mais resistente.
Ai de todos esses homens, que julgam conseguir subjugar a vontade feminina. Ai de todos aqueles que julguem poder conter a fúria de uma mulher desprezada.
Afortunados todos os homens que conseguem reverenciar a mulher como mãe, amante, irmã. Afortunados todos aqueles que conseguem ver o Poder como ele é. Feminino e imutável.
E assim se inicia um longo conto. De homens e mulheres.
Amedrontados, receosos, temerosos, capazes do amor mais profundo e sagrado.
28 setembro 2006
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